Posted by: Coelho Sinistro | 22/12/2011

O Fantasma do Cemitério

Cemitério

                     ELE ESTAVA MORTO

Enviado por: Edna S. Queiroz – São Paulo (SP)

Aconteceu comigo e não vou esquecer pelo resto da vida.
Até tempos atrás a indústria de sorvetes Kibon era no bairro da Moóca, São Paulo. Eu trabalhei lá por vários anos como funcionária na linha de produção,  trabalhava em dois turnos, sendo uma semana das 6:00 ás 14;00 e outra das 14:00 ás 22:00. Na época eu morava em Santo André, no ABC paulista, região da Grande São Paulo.

Na volta do trabalho para casa eu tomava o trem na estação da Moóca, descia em Santo André e tomava o ônibus, cujo ponto final era em frente ao cemitério, no bairro Camilópolis
Eu morava do outro lado do cemitério, a região estava em crescimento com muitos terrenos ainda à venda e poucas casas construídas. O trajeto da frente do cemitério, onde eu descia do ônibus, até o outro lado, era feito a pé.
A rua não era iluminada mas o muro alto do cemitério tinha algumas luzes. De um lado da rua tinha algumas casas e vários terrenos vazios, do outro lado apenas o muro alto do cemitério, que se estendia ao longo da rua por mais ou menos  800 metros.

Na semana que eu saía às 22:00 do trabalho, eu chegava no ponto final do ônibus por volta da meia-noite e era nesse horário que eu fazia aquele trajeto.

Naquele tempo pouco se ouvia falar em assalto, mas muito se ouvia falar em assombrações, principalmente próximo a cemitérios. Eram muitas as histórias a respeito de fantasmas, lobisomens, vampiros, eu mesma conhecia várias, mas não acreditava em nenhuma. Sempre achei que essas coisas eram frutos da imaginação das pessoas.
Mas quem, ao passar à meia-noite ao lado de um cemitério, rua escura,  não sente um friozinho na barriga. Eu também sentia. E duvido que até hoje tenha alguém que não sinta.
Por isso as poucas pessoas que chegavam nesse horário procuravam fazer esse trajeto mais ou menos próximas uma da outra.

Era uma noite fria de sexta-feira, uma fina névoa ofuscava a fraca iluminação da rua, e foi então que aconteceu.

Eu desci do ônibus, e ao virar a esquina onde começava o muro, vi uma pessoa que caminhava alguns metros à minha frente. Olhei para trás; não avistei uma viva alma. Até aí nada de anormal.
Continuei caminhando, então percebi que essa pessoa desacelerou o passo, eu o alcancei  e ele me cumprimentou. Era um jovem bonito, vestia terno branco e gravata, respondi ao cumprimento e trocamos algumas palavras sobre banalidades.
Estávamos quase chegando ao final do muro, quando ele perguntou:
– Vc passa por aqui todas as noites nessa hora?
– Passo.
– E vc não tem medo?
– Bem… tenho um pouco, mas fazer o quê, é o único caminho.
– É… mas vc deveria ter muito medo.
– Mas vc também está sozinho. Não tem medo?
– Agora não. Mas quando era vivo eu tinha…

Disse essas palavras e disparou uma gargalhada  aterrorizante, ao mesmo tempo em que se transformava numa figura horrenda e ia se desfazendo, até desaparecer completamente.

Eu confesso que fui bastante forte, não desmaiei, mas não tenho vergonha de dizer que me mijei toda.

Se vc conhece alguma história, ou já viveu uma experiência parecida, mande para nós; contato@srcoelho.com.br e ela será publicada aqui.
Ou então deixe o seu comentário a respeito desta história. Não precisa ter medo…


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