Posted by: Coelho Sinistro | 12/12/2011

O Outro Lado da Realidade – A Revelação Parte 3

O Outro Lado da Realidade – A Revelação

 Parte 3

 Alguns anos se passaram. A nossa amizade ficou reduzida a um “olá” nas raras vezes em que nos víamos e assim mesmo porque eu o procurava quando ia à sua casa visitar meu tio.

Mas eu não havia desistido de desvendar esse mistério. Continuei procurando ajuda, apoio e conhecimento em busca de uma forma de livrar meu primo do domínio dessa criatura do mal.

Eu sabia que essa procura poderia me levar à solução mas, com certeza, me traria também problemas já que eu estava desafiando forças poderosas.

Certa noite, mal tinha adormecido quando me senti projetado. A viagem foi rápida e já no plano astral fui recebido por um dos amparadores.  Em seguida fui conduzido à  presença de uma entidade de nível superior, que ao me receber foi dizendo: “Você foi trazido à minha presença porque necessita de orientação. O que você está pretendendo fazer é benéfico para toda a humanidade, porém envolve alto risco para a sua vida no plano terreno. A primeira coisa que você precisa saber antes de iniciar essa batalha é: quem é o inimigo, o que ele pretende e quais as conseqüências desse enfrentamento”.

Em seguida ele me expôs a terrível realidade e finalizou acrescentando: “a nossa interferência junto aos  “materializados” é limitada por causa do livre arbítrio mas, dentro do possível, vamos ajudá-lo porque essa luta também é nossa e sozinho você nada conseguirá”.

No dia seguinte acordei cedo. Era um sábado. Estava pensando no que  aconteceu à noite, quando o telefone tocou. Era o Daniel. Seu expediente ia até às 15hs:. Disse que precisávamos conversar e marcamos no local de sempre.

Cheguei na hora combinada, ele pouco depois. A sua aparência demonstrava cansaço, uma certa tristeza. Indaguei:

– E então o que há de novo?

– Muitas coisas. Primeiro quero pedir desculpas pela forma como venho tratando você. Acho que deveria ter te ouvido um pouco mais.

– Mas o que está acontecendo.

– Olha, foi difícil tomar a decisão de vir a esse encontro. Eu sei que “ele” está nos ouvindo, mas resolvi assim e seja o que Deus quiser. Eu não suporto mais a pressão, estou me sentindo como um escravo. Eu não tenho mais liberdade para nada, nem pra pensar. Preciso da sua ajuda.

– E porque você acha que eu posso ajudá-lo?

– Porque, apesar de tudo, você  ainda é meu amigo, aliás, meu único amigo. Eu tive certeza disso quando “ele” disse que você estava lutando para me livrar do seu domínio e que você iria pagar muito caro por isso. Essas palavras me atingiram profundamente e, ao contrário do que “ele” esperava, a ameaça não me assustou, mas me fez sentir o poder de uma amizade sincera e me deu forças para procurar você. E é por isso que estou aqui.

– Daniel, eu jamais abandonaria um amigo. E sei que você faria o mesmo por mim. Mas tenho que ser franco com você. E a realidade é dura, é um caminho sem volta. Você sabe quem é esse sujeito?

– Eu achava que sabia, mas depois que ele começou a mostrar a outra face, eu já não sei mais.

– Ele é o Satanás. Eu não vou entrar em detalhes agora porque tudo que eu disser a você ele também saberá, já que ele “ouve” os seus pensamentos. Dê-me até amanhã e voltaremos a conversar. Agora eu preciso que você me entregue aquele diário. Pode ser?

– Claro. Vamos até minha casa pegá-lo.

– E por falar no diário, você não ia transformá-lo num livro?

– Tentei por duas vezes, mas acabou não dando certo com as pessoas que iriam editá-lo.

Fomos até a casa dele, durante o trajeto ele não disse uma palavra. Estava realmente arrasado.  De volta à minha casa, já com o diário do Daniel, tranquei-me no quarto e mergulhei profundamente no assunto. As peças do quebra-cabeça estavam começando a se juntar, mas eu sabia que era apenas o inicio de um caminho e que talvez não tivesse volta.

O diário do Daniel não estava completo. As partes 1, 2 e 3 eu praticamente conhecia porque ele havia me contado. As partes 4 e 5 mostravam avanços extraordinários de paranormalidade, controle da mente das pessoas e etc. Só que todas essas atividades eram descritas como sendo ele que as desempenhava e eu sabia que na realidade não era.

Pela seqüência da descrição a última parte seria a 6, mas ela não estava nem iniciada.

Na última página do diário havia uma lista com nomes de 9 pessoas, sendo que 3 deles estavam riscados. Eu não conhecia nenhuma delas, então liguei para o Daniel:

– Daniel, quem são essas pessoas que estão relacionadas na última página do diário.

– São pessoas que selecionei para contatar e propor a edição do livro, todas estão ligadas, de alguma forma, a editoras, jornais e revistas.

– E porque 3 nomes estão riscados?

– Porque eu tinha que apresentar a lista à “ele” e os nomes que não fossem aprovados não eram para contatar.

– Ta, ele reprovou 3. E você fez contato com todos?

– Com vários, mas fechei com um. Porém assim que ele terminou a edição dessas 5 partes e estava aguardando a sexta e última parte, houve um problema e o diário me foi devolvido. Três meses depois fechei com outro e aconteceu a mesma coisa.

– E quais foram os 2 que fecharam com você?

– O Dr. Renato e depois a Dra. Sandra.

– E o que aconteceu com eles?

– O Dr. Renato foi morto numa tentativa de assalto e a Dra. Sandra morreu num acidente de carro.

– E a última parte porque não foi iniciada?

– Porque o desfecho final só poderá ser escrito com autorização “dele”.

– Ta bom. Era só isso. A gente se fala amanhã. Bom descanso.

Uma luz estava começando a brilhar. Eu só precisava de respostas. As perguntas eu já sabia. Porque só ele escolhia as pessoas? Qual critério ele usava pra fazer a seleção? O que essas pessoas tinham de especial?

Só havia uma forma de descobrir: Voltando ao começo e refazendo todo o  caminho novamente.  E assim fiz por repetidas vezes. Tudo em vão. Nenhuma pista.  O relógio marcava 23:00hs, o cansaço e o sono me venceram, adormeci.

Novamente me vi projetado e,  no plano astral, levado à presença de uma entidade superior: “Antonio, você está no caminho certo, mas está esquecendo algo importante. Tudo no plano terreno é regido por símbolos e é através deles que as pessoas se comunicam e se identificam. Números e letras são os mais utilizados já que servem para definir ou dar nomes a tudo. Porém o principal são os números porque todos os demais símbolos podem ser transformados em algarismos. Desde o momento em que nasce, e durante toda sua existência, o ser humano é regido pelos números. Não pelos  números que ele gosta, ou que se simpatiza, mas pelos números que fazem parte da sua vida sem que ele tenha tido qualquer interferência nas suas escolhas. Por exemplo: a data do seu nascimento; o nome; o sobrenome; a data do falecimento, assim como tudo de importante, seja bom ou ruim, que venha a ocorrer em sua vida. Quando todos esses eventos são transformados em números, a trajetória completa da vida do individuo é mostrada. Pesquise esse aspecto na vida das pessoas envolvidas no seu caso e você terá as respostas que procura. Observe que há um número chave que simboliza o mal e que quanto maior for a incidência desse número na vida de uma pessoa, maior será o poder de domínio da Besta sobre ela. Porém, a Besta procura evitar a pessoa cujo número chave é imediatamente superior ou inferior ao seu símbolo, porque sobre essa pessoa ela não pode exercer nenhum domínio. É importante lembrar também que quando o número chave se apresenta de forma tríplice a incidência do domínio do mal (ou da proteção contra ele) é muito maior”.

Acordei cedo no domingo, havia muito a fazer, era uma corrida contra o tempo. Voltei ao começo de tudo. Porque  a família do Valdir (que posteriormente passou a ser chamado de Daniel) foi escolhida? O nome do pai dele, Aroldo, é composto de 6 letras. O nome da mãe, Ângela, contém 6 letras e o nome dele, Valdir (ou Daniel) também é composto de 6 letras. É isso. A família é regida pelo número 6 em triplicidade, 666. O poder total da Besta.

Mas porque o Daniel?. Porque somando os números que compõem a data do seu nascimento até que se obtenha um único algarismo chegaremos ao número 6. Ou seja: data do nascimento 04/03/1943, (4+3+1+9+4+3)=24. (2+4)=6.

Estava óbvio que mais dois eventos marcantes iriam ocorrer em sua vida e completariam novamente o conjunto 666, mas eu não tinha idéia do que e nem quando seria.

E porque eu fazia parte ativa dessa história? Porque o nome dos meus pais,  assim como o meu, eram compostos por 7 letras cada, e juntos formavam 777.  Como os conjuntos 777 e 555 mantêm presos entre si o conjunto 666, a pessoa cuja vida é regida por esses números não é suscetível ao domínio do mal e por isso ele procura evitá-las.

Porque as duas pessoas que foram contratadas pelo Daniel acabaram morrendo?

Porque os nomes de ambos eram compostos por 6 letras (Renato e Sandra); iriam editar uma história composta de 6 partes e morreram exatamente 6 meses após terem recebido o diário. Novamente o número 6 repetido três vezes, 666.

Estava evidente que cada pessoa que recebesse o diário do Daniel para publicação, morreria no sexto mês após recebê-lo e jamais editaria a sexta parte, porque se isso acontecesse o ciclo estaria fechado e não poderia ser reiniciado.

Mas qual a finalidade desse plano demoníaco? Segundo a entidade de nível superior que havia me recebido 2 noites antes, a finalidade é arrebanhar almas de pessoas cuja vida terrena é regida pelo número 6 e reuni-las naquele medonho mundo que já mencionei antes, situado numa tênue linha intermediária entre a vida e a morte. Com um exército formado por almas semi-inconscientes da sua morte material e totalmente sob seu domínio, ele então passará a reenviá-las gradativamente de volta a terra, já como seus asseclas, onde passarão a ocupar cargos estratégicos e de importância vital para a humanidade. É por isso que muitos estudiosos do assunto acreditam que pessoas que já exerceram ou que exercem atualmente posições de destaque no mundo seriam ou são  “Anticristo”, mas na realidade essas pessoas são apenas seus enviados. Quando ele finalmente vier para assumir o comando, em forma humana, todo o seu exército já estará espalhado pela terra e ocupando posições estratégicas visando o domínio total do mal. Esse plano, na realidade, já está em prática a nível mundial e o que eu estou tentando evitar é que este “tentáculo” tenha prosseguimento.

Liguei para o Daniel e pedi que ele viesse a minha casa para conversarmos. Ele demorou um pouco a chegar porque estava sem carro. Sentou-se e, sem muito entusiasmo, me disse:

– Eu queria que você tivesse ido a minha casa, porque hoje é meu aniversário.

– Perdoa-me Daniel, eu me esqueci completamente. Também depois de tanto tempo sem nos falar e agora com toda essa encrenca… Mas aqui é melhor para tratarmos desse assunto. Depois vou com você até lá para festejarmos em família.

– Combinado.

– Daniel, só pra lembrar; Não estamos sós, você sabe não é?

– Sei.

– Diga-me, você tem medo de morrer?

– Não mais. Da forma que tenho vivido, eu até prefiro.

– Confia plenamente em mim?

– Confio.

– Então preste muita atenção, porque depois que eu te contar tudo detalhadamente, (e “ele” com certeza também está ouvindo), você estará correndo alto risco de morte, a menos que eu esteja ao seu lado porque eu serei o seu protetor e se “ele” quiser te levar terá que me levar junto, e comigo a coisa é diferente, alem disso eu não sirvo de nada para “ele”. Portanto, a partir de agora eu estarei no seu “pé” 24hs: por dia, até que tudo isso termine. Você está de acordo?

– Plenamente de acordo.

Deixei-o a par de tudo. Não omiti um único detalhe e ao final acrescentei:

– Agora só nos resta aguardar os acontecimento, se ele tentar contato com você recuse e expulse-o. A partir de agora estamos nas mãos de Deus.

– Eu sabia que podia contar com você. Obrigado Toninho. Se depender de mim “ele” está fora da minha vida para sempre.

– Como diz o ditado “a união faz a força”, agora estamos mais fortes. Vamos pra sua casa comemorar seu aniversário.

Peguei meu carro e saímos. E foi no curto trajeto entre a minha casa e a dele que tudo aconteceu.

No cruzamento com uma avenida um caminhão em alta velocidade avançou o sinal vermelho e atingiu nosso carro em cheio. Com a violência do choque o veículo foi arremessado longe e capotou várias vezes. Veículos pararam, pessoas se aproximaram e vieram em nosso socorro. Eu estava atordoado, prensado nas ferragens retorcidas, mas estava consciente. Olhei para o lado e não vi o Daniel. Então uma das pessoas me disse que com o choque ele foi atirado para fora do carro. Nesse momento os bombeiros chegaram. Perguntei novamente sobre o meu amigo e a resposta que ouvi foi “fique calmo está tudo bem, agora vamos tirar você daí”. Depois de algum tempo, eu estava livre e fui levado para uma ambulância, agora sentia muita dor e um gosto terrível de sangue. Com muita dificuldade perguntei ao socorrista sobre o meu amigo e ele me respondeu: “seu amigo não resistiu aos ferimentos”. Meu Deus, como isso foi me passar desapercebido? Hoje é dia 07/03/2003 (7+3+2+3)=15 (1+5)=6 , o Daniel está completando exatos 60 anos (6+0)=6, eram os dois eventos que faltavam em sua vida para fechar o conjunto 666. Mas agora é tarde demais. Tudo está terminado. O Daniel está morto. O Demônio havia vencido.

Esse pensamento é a última coisa que me lembro, em seguida desmaiei.

(A seguir: O Surpreendente Desfecho Final)


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