Posted by: Coelho Sinistro | 21/09/2011

O Outro Lado da Realidade – A Revelação 1

O Outro Lado da Realidade – A Revelação

Parte 1

Espíritos

Olá pra vocês que tem prestigiado o nosso Blog e um olá especial para aqueles que vem acompanhando a fascinante narrativa “O Outro Lado da Realidade”.

Pois é pessoal, eu também estou ansioso para conhecer a sequência da história,  mas ela parou. E parou porque logo após a publicação da parte 3, fatos estranhos começaram acontecer. Todas as análises que fiz até agora a respeito só me levaram a conclusões que vão além da imaginação e como eu não sou supersticioso, não aceito essas conclusões. Sendo assim, resolvi relatar esses fatos e revelar quem é quem na  história para que vocês entendam porque a história parou e possam também tirar suas conclusões.

Quando sugeri ao Coelho filho a criação da categoria “Além da Realidade” no Blog, a minha idéia era publicar contos de terror, suspense, mistério e outros entre tantos que conheço, além de contos que seriam enviados por leitores.

Um dia recebi um e-mail no qual a pessoa dizia que um parente seu tinha uma história impressionante, mas que para consegui-la era necessário que eu fosse até lá para que a pessoa me conhecesse e também concordasse com a liberação da publicação. Para tanto, forneceu o endereço e deixou claro que não era preciso marcar dia e horário, já que se tratava de um casal idoso e que muito raramente saía.

Achei aquilo meio estranho mas também interessante. A curiosidade falou mais alto e um dia fui até lá. Parei o carro algumas casas antes e caminhei até o número fornecido. Era uma casa modesta, toquei a campainha e uma senhora idosa me atendeu. Identifiquei-me e ela me pediu que entrasse.

Na pequena sala de visitas, com mobília simples e bem cuidada, ela pediu-me que sentasse e aguardasse. Foi até outro cômodo, que deduzi fosse um quarto, conversou com alguém e em seguida retornou acompanhada de um senhor que se locomovia com bastante dificuldade, não só pela idade que aparentava ser bastante avançada, mas também por algum tipo de paralisia causada talvez por AVC ou parada cardíaca.

Depois das apresentações (ela disse se chamar Ângela e ele Aroldo), perguntei o porque do contato comigo.

– Na realidade – disse ela – quem se comunicou com você foi a minha sobrinha, ela adora Internet. Ela já contatou outros sites mas como nós sempre pedimos que a pessoa compareça em nossa  casa, eles acabam prometendo mas nunca vem.

– E porque essa exigência?

– Essa exigência é mais da parte dele – disse apontando para o marido – Você sabe né, somos da moda antiga, de origem interiorana, gostamos de conhecer a pessoa, conversar olhando em seus olhos. Só por isso…

– Entendi. Bem, vamos a história. O que é que vocês têm de bom.

– Olha, o que nós temos não é um “causo”, é uma história real vivida pelo meu marido. E para publicá-la ele tem algumas restrições.

Essa visita durou mais de 4 horas porque desde o início o Seu Aroldo relutava em concordar com a publicação e até então eu não sabia o motivo. Depois de muita resistência, quando ele finalmente concordou, deixei a casa do casal trazendo comigo as partes 1, 2 e 3 da história. Como a dona Ângela e a sobrinha acompanhariam a publicação, combinamos que eu receberia uma a uma as demais partes, via e-mail e sempre 20 dias após cada publicação.  Em seguida me despedi e deixei meu telefone para eventual contato.

Pois é gente, foi assim que tudo começou. Esse foi o primeiro e único contato pessoal que tive com esse casal. O Sr. Aroldo falou pouco e assim mesmo com muita dificuldade mas, segundo a esposa, ele ouvia e entendia muito bem. Quanto às restrições a que ela se referiu são aquelas que vocês já leram na primeira parte da história.

Não dei muita importância ao fato da dona Ângela ter dito que era uma história real porque eu já estou habituado a ouvir contos dessa natureza e é comum, em muitos deles, as pessoas afirmarem serem verdadeiros. Isso ocorre principalmente quando se trata de pessoas mais antigas cuja crendice, aliada a falta de informação da época, era mais acentuada.  Depois de ler as três partes da história e achar excelente, dei uma melhorada na redação, já que havia muitos erros, e iniciei a publicação.

Alguns dias após a publicação da parte 3, recebi um telefonema de uma pessoa que se identificou como Antonio. Sabia meu nome e me perguntou se era eu que estava publicando “O Outro Lado da Realidade” na Internet. Respondi que sim e ele disse:

– Eu preciso falar com você urgente sobre esse assunto.

– E quem é você?

– Eu sou primo do Daniel,  o personagem principal da história. Sou um dos filhos daquele tio que já morava em São Paulo quando a família do Daniel mudou-se para cá.

– E porque não podemos conversar por telefone?

– O assunto é delicado e meio extenso. É melhor conversarmos pessoalmente, além disso tem alguns papéis que você precisa ver. Eu sei que que tudo isso pode parecer estranho, mas por favor atenda esse pedido, é muito importante pra você.

Concordei com o encontro e marcamos para o dia seguinte num Shopping na Zona Leste da Capital.

Depois daquela conversa ao telefone eu fiquei pensando: Será que eu devo ir a esse encontro? Afinal, é comum você conhecer quem conta o conto, mas nesse caso eu estava me envolvendo com os personagens da história.  E porque ele disse que esse encontro era importante para mim? E que papéis eram esses que eu precisava ver? Senti que havia algo estranho, misterioso, mas o que? Só havia um jeito de saber: Indo ao encontro.

No dia seguinte, na hora combinada, cheguei no Shopping e me dirigi à praça de alimentação. Pela descrição que ele havia me passado, foi fácil localizá-lo  ocupando uma das mesas. Apenas por cautela (sei lá porque) observei-o por alguns momentos.  Era uma pessoa normal, vestida adequadamente, aparentava idade em torno de 65 anos e parecia estar bem viva (!!!).   Aproximei-me, e após as apresentações, fui direto ao assunto:

– Então Sr. Antonio, além do prazer em conhecê-lo, o que de tão importante há em uma história para tirar duas pessoas de seus afazeres e reuni-las em um local distante de suas casas?

– Seu Coelho, é um prazer pra mim também conhecê-lo. Quanto ao motivo de estarmos aqui não é a história em si, mas sim o que há por trás dela.

– Bem, se a sua intenção era me deixar preocupado, você conseguiu. Continue.

– Se você está publicando “O Outro Lado da Realidade”  é porque esteve na casa da minha tia Ângela. Ela é irmã do meu falecido pai. Meus pais tiveram 3 filhos, Arnaldo, o mais velho, eu e a Adélia. Nós éramos as 3 crianças citadas no início da história. Eu, meus irmãos e o primo Daniel fomos, por assim dizer, criados juntos. Felizmente, você deixou seu telefone quando esteve na casa da minha tia, e por isso consegui contatá-lo. A minha irmã, a Adélia, foi quem contatou você por e-mail e propôs a sua ida até lá. Agora que você está inteirado de como chegamos até aqui, quero lhe pedir um grande favor. Se algum dia você voltar a falar com essas pessoas jamais mencione este nosso encontro.

Eu ouvia atentamente o relato do seu Antonio e percebi que havia alguma coisa errada na sua história, então o interrompi:

– Desculpe-me seu Antonio, quantos anos você tem?

– 69.

– E o seu Aroldo, marido da Ângela?

– 86.

– Segundo a sua tia Ângela, os fatos narrados na história aconteceram com o  Aroldo, então ele é o Daniel da história. Você está me dizendo que conviveu sua  infância e parte da juventude com o Daniel, que na realidade é o seu Aroldo e marido da sua tia. Sendo assim, ele é seu tio por afinidade e não seu primo, e as diferenças de idades mostram que vocês não foram crianças na mesma época. Como você explica isso?

– Eu não sei porque a tia Ângela lhe disse que os fatos aconteceram com o Aroldo, mas ela mentiu. O Daniel, cujo nome verdadeiro é Valdir, faleceu em 2003. Ele foi o único filho do casal.

Que alguém estava mentindo era óbvio. Mas a questão era: Porque?

– Seu Coelho, eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas, posso prosseguir?

– Pode.

– Você é religioso?

– É… sou, à minha maneira. Creio em Deus, o Criador de tudo, mas não acredito nos homens que dizem ensinar o caminho que leva até Ele.

– Acredita no bem e no mal?

– No bem e no mal praticados pelo homem, sim.

– E no mal que vem do além? Na possessão? No sobrenatural? No obscuro?

– Em nada disso eu acredito. São consequências de distúrbios cerebrais.

– Seu Coelho, assim como existem linhas invisíveis, imaginárias, que dividem o globo terrestre em hemisférios e trópicos, existem também linhas que separam o nosso mundo de outros mundos. Você está prestes a transpor uma dessas linhas e adentrar um mundo sombrio, sórdido, situado num espaço intermediário entre a vida e a morte, infestado de criaturas horrendas, disformes e onde a única referência de orientação é a sua imaginação. Uma vez transposta essa linha, não há mais como retornar e as consequências se desencadearão de forma  irreversível. Portanto, eu peço que me ouça com bastante atenção e depois reflita cuidadosamente antes de decidir continuar a publicar o  “O Outro Lado da Realidade”.

(continua…)


Responses

  1. Coelho Pai! Queremos o final da história!!!!

    • Kakakakalma Tati…

      “A Revelação” é intrínseca.

      Enquanto isso que tal lembrarmos alguns ditos populares?

      “A pressa é inimiga da perfeição”.
      “O apressado come crú”

      E que tal dois de autoria do Coelhão?

      “Na corrida para a morte, ninguém quer chegar primeiro”.
      “A sabedoria é composta por um conjunto de virtudes e
      uma delas é a paciência, o saber esperar”

  2. Essa história ta parecendo LOST… Vai pra frente, volta no passado, vai pro futuro… Daki a poco chega numa ilha tb rsrs…

  3. Sr. Coelho tenha muito cuidado 2 pessoas da minha familia si envolveram numa historia parecida com essa e os dois tiveram mortes misteriosas e tragicas.

  4. Que horror


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