Posted by: Coelho Sinistro | 18/05/2011

O OUTRO LADO DA REALIDADE – PARTE 2

O Outro Lado da Realidade – Parte 2

O episódio ocorrido na casa do Sr. Jonathan me deixara bastante preocupado e confuso. Será que eu estava realmente sofrendo de alguma perturbação mental? Mas, como já dizia o ditado, a vida continua. (Clique aqui para ler o outro lado da realidade – parte 1)

Dois dias depois comecei no meu novo emprego. Não tive dificuldades para me adaptar, a clientela era grande e o dia era corrido. Os proprietários adotavam um sistema de negócio inédito para a época. O cliente comprava um livro e após lê-lo, poderia trocá-lo (desde que não estivesse danificado) por outro novo pagando apenas uma diferença estipulada, ou seja, o livro após lido era recomprado e voltava para a estante de venda a um preço menor. Essa troca também poderia ser feita entre livros usados. Dessa forma o estoque e a variedade eram enormes. Para mim isso tudo era excelente. Era tudo o que eu queria. Eu gostava do meu trabalho e tinha ao alcance das mãos uma biblioteca bem diversificada, além de jornais e revistas com notícias atuais.

O simpático casal italiano me tratava muito bem e em pouco tempo ganhei sua total confiança. Percebendo meu interesse pela leitura o casal me deu uma cópia da chave de acesso à loja, assim eu podia chegar mais cedo, ou ficar após o horário de expediente, (com as portas fechadas) atualizando meus conhecimentos. Para mim foi a união perfeita do útil ao agradável.

Três anos se passaram. Com tanta informação disponível, eu era outra pessoa. Através da leitura fiquei conhecendo a evolução da humanidade, seus problemas, suas soluções, suas guerras, suas doutrinas religiosas, suas teorias, suas profecias, suas invenções e seus avanços tecnológicos. Porém, de tudo que havia lido, nada explicava, ou pelo menos se associava, aos meus sonhos. Aliás, sonhos estes  que continuaram ocorrendo sempre dentro de um mesmo padrão; eu com mais idade da que realmente tenho e participando, como um observador fantasma e invisível, de reuniões entre pessoas que jamais vi e em lugares onde nunca estive. Um detalhe que chamou a minha atenção em várias leituras, foi perceber que algumas gravuras da história antiga mostravam pessoas e lugares que tinham grandes semelhanças com as que eu via em meus sonhos. E o mesmo acontecia com fotos de pessoas envolvidas na história mais recente. Mas achei por bem não dar muita importância a esse detalhe, porque poderia alimentar ainda mais a impressão de que eu estava ficando maluco e além disso nada acrescentaria na elucidação dos meus sonhos.

Resolvi então voltar à realidade. Eu estava completando 18 anos. A espera parecia ter sido longa, pois o sonho de todo menor de idade é atingir a maioridade. Isso até hoje acontece e por diversos fatores, mas naquela época as leis eram aplicadas de forma mais severas e uma delas era a proibição da circulação de menores de idade após as 22:00, a não ser por motivo justo e assim mesmo acompanhado do pai ou responsável. Em bares, casas de shows e outros estabelecimentos do tipo, a proibição era total,  nem mesmo acompanhado. Após os 18 anos já havia mais liberdade, mesmo assim era obrigatório portar documentos, de preferência a Carteira Profissional, ou outro qualquer que comprovasse sua atividade.  Mas, maioridade é muito bom e só acontece uma vez, por isso eu comemorei bastante. Afinal ninguém mais ia me dizer; “você ainda é criança, não pode entrar”.

Com exceção dos sonhos que, como eu já disse, continuaram me atormentando, tudo estava indo muito bem. E agora ia ficar melhor, principalmente pelo lado amoroso, já que até então eu havia tido algumas namoradinhas mas, por ser menor de idade e não poder sair à noite, os passeios ficavam restritos a sessões da tarde, pracinhas e parques de diversão. Acho que a natureza não foi “madrasta” comigo, aos 18 anos eu era um rapaz bonito; moreno claro, 1,82m, 80kg, cabelos pretos, costeletas e topete, enfim, como costumava se dizer na época; “não era de se jogar fora”.

Era uma quinta-feira, um dia normal como outro qualquer, se não fosse o fato de uma cliente especial entrar na loja. Especial porque quando a vi o meu coração perdeu o compasso das batidas e disparou, coisa que nunca havia acontecido antes. Ela era alta, longos cabelos loiros, olhos azuis, lábios finos, rosto arredondado. Eu fiquei extasiado diante de tanta beleza.

Aproximei-me e, como de costume, indaguei:

– Posso ajudar?

Isso foi o que eu pensei ter dito, mas até hoje não sei o que saiu. Só lembro que ela me olhou com um sorriso maroto e perguntou:

– Você está bem?

É claro que eu não estava bem. Mas num esforço descomunal consegui responder que sim. Passado o primeiro impacto me controlei e prossegui o atendimento. Ela encontrou o livro que procurava e antes de sair conversamos mais um pouco. Pelo seu jeito de olhar, notei que ela havia sentido alguma atração por mim. Reuni todas as forças que ainda me restavam e num gesto heroico arrisquei:

– Posso vê-la outra vez, em outro lugar?

Ela pensou um pouco, encenou um charminho e me colocou na mais longa espera, dizendo:

– Eu ligo pra você amanhã e te dou a resposta.

Com um aceno de mão e o mesmo sorriso maroto de quando chegou, ela se foi.

Todo mundo sabe que o espaço de tempo que separa um dia do outro é sempre igual. Mas aquele não foi. Nunca um dia seguinte demorou tanto a chegar como aquele. Finalmente a sexta-feira chegou. Ela não disse a que horas ligaria, por isso cada vez que o telefone tocava o meu coração respondia, quer dizer, disparava. Até que por volta das 15:00 e depois de muitos disparos, ela ligou:

– Podemos nos encontrar amanhã à noite, tudo bem pra vc?

– Tudo bem.

– Me espere em frente ao Teatro Municipal, às 19:00 OK?

– OK.

– Beijo, tchau.

– Tchau.

Foram as únicas três palavras que eu consegui dizer, ou melhor, ela disse, eu só repetia o final. Senti-me um perfeito Mister Eco.

Mais um longo dia. Bem antes da hora marcada eu estava lá. Na hora combinada ela chegou. Seus longos cabelos loiros contrastavam com o lindo vestido vermelho que ela trajava, seus olhos azuis pareciam cintilar sob o reflexo do colorido das luzes, luzes que davam o toque final e realçava ainda mais tanta beleza. Meu coração batia forte, achei até que ele estava correndo perigo, mas depois de conversarmos alguns minutos ele se acalmou, assumindo um ritmo quase normal.

Eu nunca fui de falar muito. Considerava-me até um pouco tímido e diante das circunstâncias, a coisa estava ainda mais difícil, mas como a minha intenção era estar com ela o máximo possível naquela noite, sugeri:

– Você gosta de dançar?

– Eu adoro. Mas a minha mãe não está bem de saúde, e prometi a ela que no máximo à meia-noite eu estaria de volta.

– E então, onde gostaria de ir?

– Nós estamos diante de um dos melhores teatros do mundo. Se você aprecia um ótimo espetáculo musical, podemos assistir.

– Eu gosto sim, vamos entrar.

O espetáculo começou às 20:00 e terminou por volta de 23:15. Quando saímos do teatro o tempo havia mudado. Estava frio. Ela não estava agasalhada. Eu vestia um blazer de tecido leve, tirei-o e coloquei sobre os seus ombros, agasalhando-a.

– Eu acompanho você até a sua casa.

Nós caminhávamos em direção ao ponto do ônibus, ali mesmo na praça Ramos de Azevedo. Ela então parou, olhou-me fixamente, aparentando um leve ar de tristeza e murmurou:

– Não meu amor. Hoje não. Eu quero tanto quanto você, mas hoje não.

– Mas meu bem, já é tarde. É perigoso  você andar sozinha e…

– Não se preocupe, esse ônibus passa em frente à minha casa.

– Olha, está frio, leve o meu agasalho, amanhã eu pego em sua casa.

– Você nem sabe onde eu moro…

– É só você me dizer.

Ela abriu a bolsa, retirou um cartão e uma caneta, escreveu seu nome no verso e me entregou.

– Esse cartão é do meu pai. O endereço está aí. Você passa lá?

– Passo. Amanhã à tarde.

Poucos minutos depois o ônibus chegou. Ela se despediu com um suave beijinho nos meus lábios e se foi. Desta vez o meu coração não disparou. Ele simplesmente PAROU. Bem, pelo menos eu não senti suas batidas por alguns minutos.

Aquela foi sem dúvida a noite mais maravilhosa da minha vida. A felicidade que senti durante as horas que passei com ela se estendeu por toda a noite. Eu estava definitivamente apaixonado. Não só pensava no quanto tinha para dizer a ela no dia seguinte, como fazia planos para todos os demais dias da minha existência.

Domingo, 2:00 da tarde. Peguei o cartão, nele constava o nome do seu pai e a sua profissão, advogado, e saí em direção à casa da minha amada. Ela morava no Bairro da Lapa. A parada do ônibus era quase em frente à sua casa. A residência era de uma certa imponência, rodeada por muros e portões altos. Apertei a campainha e uma voz masculina me atendeu pelo interfone. Identifiquei-me, falei o motivo da minha vinda e ele pediu que eu aguardasse um instante.

Alguns minutos depois o portão se abriu e um jovem senhor, bem apresentável, me atendeu. Pelos seus traços fisionômicos deduzi que fosse o pai dela:

– Prazer, meu nome é Rubens em que posso servi-lo?.

Depois de me apresentar, relatei o ocorrido na noite anterior e expus o motivo da minha vinda. Ele me observou por alguns instantes. Notei em seu olhar um brilho estranho, que denotava um misto de espanto e tristeza. Ele não fez nenhum comentário. Após um breve silêncio, baixou o olhar e disse:

– Por favor, entre.

Tive a impressão que havia chegado numa hora imprópria e recusando o convite, argumentei:

– Olha, se estou causando algum incômodo, posso voltar outro dia…

– Não, não, por favor vamos entrar.

A casa era realmente bonita, de apurado gosto e de um certo luxo. Fui conduzido a uma ampla e bem decorada sala de visitas e após me acomodar num confortável sofá, ele gentilmente me ofereceu uma bebida. Eu não bebia e educadamente recusei.

– Então você teve um encontro com a minha filha ontem à noite.

Essas palavras foram ditas pausadamente, num tom de indagação e com certo descrédito.

– Exatamente.

– Foram ao teatro e na volta para casa ela trouxe o seu agasalho.

– Isso mesmo.

– E você quer mesmo que eu acredite nisso.

– Olha meu senhor, com todo respeito, minhas intenções com relação a sua filha são as melhores possíveis, por isso estou aqui agora. O motivo da minha vinda não é o meu agasalho, mas sim o amor que sinto por ela. Porém, se o senhor tem alguma coisa contra o nosso futuro namoro, vamos ser francos e esclarecer os motivos.

Mais uma vez ele me dirigiu aquele olhar que denotava tristeza, só que agora havia também um certo sentimento de piedade.

Depois de um breve silêncio ele levantou-se, foi até uma estante, abriu uma das portas e retirou um porta retrato. Veio até onde eu estava e apontando para a foto indagou:

– Foi com esta jovem que você se encontrou ontem?

– Foi

– Você está absolutamente certo disso?

– Mas é claro que estou.

Em seguida tirei do bolso o cartão que ela havia me dado e entreguei a ele:

– Aí está o cartão do senhor que ela me deu ontem, e no verso está o nome dela escrito de próprio punho.

Ele pegou o cartão, ficou longos segundos olhando o nome escrito no verso, e com a voz embargada perguntou:

– Como ela estava vestida?

Eu descrevi com detalhes o lindo vestido vermelho que ela usava. Ele continuou pensativo, olhando para o cartão. Em seguida levantou o olhar em minha direção, foi quando percebi que seus olhos estavam marejados. Ele realmente estava travando uma luta enorme contra as lágrimas que teimavam em rolar. Com a voz ainda embargada, disse:

– Venha comigo.

Levantou-se, pegou as chaves do carro e saiu em direção a garagem. Eu não entendia o que estava acontecendo, mas a intuição me dizia que não era coisa boa. Acompanhei-o até o carro e saímos. Durante o trajeto ninguém falava.

Eu não aguentava mais e resolvi quebrar aquele silêncio fúnebre:

– Afinal, para onde estamos indo?

– Não tenha pressa. Você vai ver.

Eu não conhecia a região por onde estávamos passando e quando percebi ele estava estacionando defronte ao cemitério do Araçá, na Av. Dr. Arnaldo. Descemos e entramos no cemitério. Eu apenas o seguia, agora entendia menos ainda. Caminhamos pelas ruas internas e arborizadas, passando por majestosos monumentos, até que paramos em frente a um mausoléu.

Era  a morada eterna da família. Ele apanhou uma chave no bolso, abriu uma porta de ferro e pediu que eu olhasse.

E só então, da forma mais brutal e cruel, compreendi tudo. Na galeria de fotos das pessoas sepultadas estava a foto dela com a inscrição “Luciana, você se foi, mas o nosso amor por você viverá para sempre”. Sobre a lápide do seu túmulo estavam; o meu blazer, dobrado cuidadosamente, e o livro que ela havia comprado um dia antes do nosso encontro.

– Está vendo? (disse ele apontando para a foto).

– Esta é a minha filha. Ontem foi o primeiro aniversário da sua morte.  Cinco dias antes da sua formatura ela morreu num acidente de carro.

Eu estava perplexo diante do que estava vendo e ouvindo. Naquele momento pensamentos terríveis passaram pela minha cabeça: era o fim de tudo, da vida, do mundo, da alegria. Eu não acreditava em mais nada. Se eu estivesse no topo de um edifício ou à beira de um precipício, com certeza me atiraria para a morte.

Para minha sorte, (se é que se pode chamar assim), o pai dela percebeu  o meu estado emocional, tirou-me dali e levou-me de volta para sua casa.

O caminho de volta transcorreu em completo silêncio.

Na sua casa, já acomodados na sala de jantar diante de uma grande mesa, sua esposa me serviu um copo com água, que deveria conter algum tipo de calmante. Alguns instantes depois ele deu início a uma longa conversa:

– Sabe, a Luci sempre dizia: “Papai, quando eu me formar, qualquer que seja o presente que eu ganhar de vocês, me fará muito feliz. Mas o que eu mais quero é assistir a um espetáculo musical no Teatro Municipal, acompanhada de vocês dois”. Ela adorava música clássica.

Em dado momento a esposa dele retirou-se e voltou em seguida, trazendo uma caixa envolta em papel de presente de cor rosa. Abriu-a com todo cuidado e estendeu sobre a mesa o seu conteúdo. Era o vestido vermelho que a Luci usava na noite do nosso encontro.

Graças ao calmante que eu havia tomado, a minha reação foi bastante serena.

– Este vestido (prosseguiu o pai) era o presente surpresa que ela receberia no dia que fôssemos ao teatro. Ela nunca chegou a vê-lo.

Além da sua perda, outra grande tristeza era o fato de não termos tido a oportunidade de satisfazer o seu pedido. Mas agora vemos que, de certa forma e por razões que estão além do nosso conhecimento, ela teve o seu desejo realizado. Você foi o elo de ligação entre dois mundos distintos, agora a missão dela está cumprida e a nossa consciência aliviada.

A conversa prosseguiu por mais algum tempo e os dois só me deixaram partir quando sentiram que eu estava plenamente recuperado.

Esse casal figurou no rol dos meus melhores amigos durante muitos anos, até que o nosso contato foi perdido.

Naquela noite eu não consegui dormir. A minha vida parecia estar desmantelada, era preciso repensá-la seriamente para não ceder à tentação de praticar alguma besteira. A minha vida era boa. Eu era feliz, tinha uma ótima família, um emprego, saúde e era bastante jovem. Mas por que eu tinha que conviver com esses sonhos inexplicáveis? E essas experiências além-túmulo, que eram por demais assustadoras e já tinham acontecido por duas vezes?.

Eu sei que todos nós temos problemas e sei que temos que aprender a conviver com eles, até que possamos resolvê-los.

Mas no meu caso havia uma diferença. Eu não podia compartilhar os meus problemas com ninguém, ou seria taxado de louco e não tinha a mínima idéia de onde buscar a solução. Eu estava completamente desorientado.

No dia seguinte levantei no horário de costume e fui para a loja. A patroa logo notou que eu não estava bem e me chamou. Expliquei que não havia passado bem a noite, só omiti as razões. Ela me deixou à vontade para decidir, caso eu quisesse poderia ir para casa e descansar. Meu dia seria abonado.

Dez dias se passaram, eu pensei muito e cheguei a conclusão sobre qual seria a melhor decisão a tomar. Estava somente analisando os últimos detalhes antes de agir. Decidi que consultaria um psicólogo e, se preciso fosse, um psiquiatra. Talvez com auxílio médico conseguiria tirar da minha mente esses pensamentos, e assim acabar, ou diminuir, a frequência dos sonhos. O receio de ser tratado como um perturbado mental ou portador de algum tipo de paranóia, era o que me preocupava e por isso não havia ainda tomado a decisão final.

Foi então que algo novo aconteceu, e tudo começou a tomar novos rumos. A nossa casa era simples, o quarto dos meus pais ficava na frente e o meu na parte dos fundos. Entre eles havia a cozinha, a sala, o banheiro e um corredor de comunicação. Era uma segunda-feira fria de inverno. A rua estava deserta, a chuva fina que caía parecia tornar a noite ainda mais fria. Meus pais se recolheram mais cedo que de costume, eu fui me deitar por volta de 22:00, adormeci logo.

Acordei no meio da noite. Tinha a impressão de que havia acabado de deitar. Sonolento e mal conseguindo abrir os olhos, vi que o despertador ao lado da cabeceira marcava 00:30, fechei os olhos novamente, para não perder o sono.

Mas espere! Como é que eu consegui ver as horas se a escuridão é total e o meu relógio não tem iluminação? A reação foi imediata. No instante seguinte eu estava sentado, recostado na cabeceira da cama.

Uma tênue luz de cor azulada iluminava o quarto.

Na parede do lado dos pés da cama, de frente para mim, ficava o guarda-roupas e a porta do quarto, que estava fechada. Exatamente onde estava a porta, a luz era mais intensa e tinha um tom mais claro, tipo a de uma luz fluorescente. O contorno da luz clara formava um espectro humano, que aparecia coberto por uma espécie de touca, ligada a um grande manto, o qual recobria todo o corpo.

Como a imagem era refletida em forma de luz, não havia como definir traços fisionômicos, mas notava-se que, baseado na história, era um tipo de vestimenta usada em épocas remotas.

Notei também que pela posição do que seriam as mangas largas do manto, as mãos deveriam estar entrelaçadas na frente, na altura da cintura, e os pés não tocavam o chão.

Em silêncio, fiquei observando a imagem. Estava impressionado mas, para minha surpresa, não sentia medo. Também não pensei em sair do quarto, mesmo porque o espectro, como já disse, estava posicionado exatamente na porta…

Continua… (clique aqui para ler a terceira parte da história)


Responses

  1. Porra não tinha nada menor para postar …..

  2. Se vc tem preguiça de ler….

  3. HAUAHUAHU que raiva pq acaba bem na hora que to mais ansiosa ? posta o resto logoo.. queria ter um sonho igual..

  4. isso aí é um sinal pra não sair com ninguém sem conhecer direito

  5. Coelhão, to aguardando a continuação, tá ficando emocionante !!!!!

    Vários amigos e familiares também estão ansiosos pelo próximo episódio !!!

    Abraços.

  6. Kd a part 3?

    xau miguxo 8==D
    hehhehe


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